6:30. 6:30. 6:30. 6:30. 6:30. 6:30.
Khaler finalmente desligou o despertador. O barulho era bastante irritante, mas era um mal necessário. Se espreguiçou nas coordenadas x, y e z tentando tomar coragem para enfrentar o maravinífico dia que estava por vir.
6:35. 6:35. 6:35.
“Maldito desper-6:35-dor”, pensou Khaler. E o desligou novamente. Dessa vez estava mais revigorada. Pronta para talvez começar a pensar em tentar levantar da cama, o que já era um ótimo começo.
6:40. 6:40. 6:40.
“Ah, fo-6:40-se”, pensou Khaler bastante irritada. Desligou novamente o despertador e todos os 27 alarmes programados para que ela acordasse. Levantou da cama e deu de cara com seu espelho de corpo inteiro que ficava aos pés de sua cama. “Esse espelho é bem sinistro… Talvez devesse tirar ele daqui”, pensou Khaler pensativamente.
Khaler saiu da cama e foi até o banheiro para lavar o rosto. Chegando lá notou que sua escova de cabelo estava em cima da pia. Khaler lembrava claramente de tê-la deixado em cima da cômoda no dia anterior. Mas essa sensação acontecia sempre, então foi simplesmente desconsiderada como em qualquer outro dia normal.
Mas uma coisa possuía bastante trigo: os fios de cabelo amarelo que estavam na escova. Khaler estava com mechas verdes havia algum tempo e nunca havia pintado o cabelo de amarelo. Olhou pela janela e não viu nada de anormal, então descartou algumas explicações plausíveis para o fato, como a de ter feito uma Viagem no Tempo, ou uma Viagem para um Universo Paralelo. Assim como a de ser o Juízo Final ou o Ragnarok. Portanto, não havia nada de anormal novamente e Khaler simplesmente ignorou o Mistério dos Fios Amarelos.
Khaler seguiu sua rotina matinal antes de sair de casa, como tomar banho, escovar o cabelo (e esquecer a escova em cima da pia do banheiro) e vestir as roupas de cima e de baixo (não necessariamente nessa ordem, a menos que fosse alguma super-heroína, o que provavelmente não era verdade). Khaler se olhou no Espelho de Corpo Inteiro Sinistro ao Pé da Cama© e notou que tudo estava “Ok”. Então pegou sua bolsochila e sua chave e saiu para aproveitar as maravilhas que uma vida de universitária do proletariado pode te dar em uma bela manhã.
Uma Bela Manhã
6:30. 6:30. 6:30.
Khaler desligou o despertador. O barulho era bastante irritante, mas era um mal necessário. Se espreguiçou nas coordenadas x, y e z tomando coragem para enfrentar o maravinífico dia que estava por vir.
6:3…
Khaler desligou novamente o despertador e todos os 27 alarmes programados para que ela acordasse. Saiu da cama e olhou para seu espelho de corpo inteiro que ficava aos pés de sua cama. Por um momento pensou ter visto alguém deitado na cama, mas muito provavelmente era somente por causa da visão periférica. “Esse espelho é bem sinistro… Talvez devesse tirar ele daqui”, pensou Khaler pensativamente.
Khaler foi até o banheiro para lavar o rosto. Chegando lá notou que sua escova de cabelo estava em cima da pia. Ela lembrava claramente de tê-la deixado em cima da cômoda no dia anterior. Mas tudo isso continuava sendo como qualquer dia normal. A escova estava cheia de seus cabelos de mechas amarelas e Khaler removeu uma parte deles antes de liberá-la para uso.
Khaler seguiu sua rotina matinal antes de sair de casa, como tomar banho, escovar o cabelo (e se certificar de que a escova iria para cima da cômoda) e vestir as roupas de cima e de baixo (não necessariamente nessa ordem, a menos que fosse alguma super-heroína, o que provavelmente não era verdade). Khaler se olhou no Espelho de Corpo Inteiro Sinistro ao Pé da Cama© e notou que tudo estava “Ok”. Então pegou sua bolsochila e sua chave e saiu para aproveitar as maravilhas que uma vida de universitária do proletariado pode te dar em uma bela manhã.
Uma Bela Manhã
Khaler já estava acordada havia alguns minutos, então resolveu olhar no celular.
6:21.
Ainda faltavam alguns minutos para que o despertador fizesse o seu trabalho. Khaler desligou todos os 27 alarmes que estavam programados para acordá-la. Resolveu fazer isso somente porque seu barulho era bastante irritante, apesar de ser um mal necessário.
Khaler se espreguiçou nas coordenadas x, y e z para tomar coragem para enfrentar o maravinífico dia que estava por vir.
Saiu da cama e olhou para o espelho de corpo inteiro que ficava aos pés de sua cama. Foi até o banheiro para lavar o rosto. Voltou para o quarto e por um momento pensou ter visto alguém deitado na cama, mas muito provavelmente deve ter sido somente por causa de visão periférica. Aproveitou e olhou o relógio.
6:35.
Voltou-se para o espelho e pensou o quanto era sinistro o fato de haver um espelho de corpo inteiro aos pés de sua cama. “Talvez devesse tirar ele daqui”, pensou Khaler pensativamente.
Foi até a cômoda e pegou a escova de cabelo nova que havia comprado no dia anterior. Era bastante gratificante vê-la completamente limpa. Khaler pensou que esse prazer logo acabaria e a escova ficaria cheia de fios de cabelo vermelho. “Que triste!”, pensou Khaler com receio de utilizar a escova.
Khaler seguiu sua rotina matinal antes de sair de casa, como tomar banho, escovar o cabelo (e esquecer a escova em cima da pia do banheiro) e vestir as roupas de cima e de baixo (não necessariamente nessa ordem, a menos que fosse alguma super-heroína, o que provavelmente não era verdade). Khaler se olhou no Espelho de Corpo Inteiro Sinistro ao Pé da Cama© e notou que tudo estava “Ok”. Então pegou sua bolsochila e sua chave e saiu para aproveitar as maravilhas que uma vida de universitária do proletariado pode te dar em uma bela manhã.
Uma Bela Manhã
6:30. 6:30. 6:30 6:30…
O celular continuava despertando, mas Khaler não acordava. No quarto ouvia-se somente o som do despertador e o de sua respiração.
6:35. 6:35. 6:35. 6:35…
O dia costumava estar claro, mas não naquele dia. Talvez fosse o dia do Juízo Final, ou Ragnarok. E o quarto estava gelado.
6:40. 6:40. 6:40. 6:40…
O celular continuava despertando. Khaler continuava não acordando. Nada fora do normal. Exceto pelo frio que estava aumentando.
Talvez estivesse entrando pela fresta da porta que ficava ao lado do Espelho de Corpo Inteiro Sinistro ao Pé da Cama©. Ou talvez pela janela que obviamente estava fechada. O fato era que o frio estava se espalhando pelo quarto. Bastante anormal.
6:45. 6:45. 6:45. 6:45…
A respiração de Khaler começou a ficar ofegante. O frio parecia estar vindo pelo pé da cama e estava passando por dentro das cobertas.
6:50. 6:50. 6:50. 6:50…
Khaler não conseguia respirar direito, e começou a se mexer na cama. O frio estava congelante.
6:55. 6:55. 6:55. 6:55…
Khaler estava se debatendo na cama. Parecia que estava sendo enforcada por algo ou alguém. A cama estava pesada. Havia algo mais na cama.
Khaler abriu os olhos, mas não pôde enxergar nada. Estava extremamente escuro, o que era bastante anormal para o horário. Não conseguia achar outra opção. Ela teria que gritar. Poupou todo o fôlego que conseguiu e finalmente grit…
7:00. 7:00. 7:00. 7:00…
O despertador tocou sua última badalada.
Não havia ninguém no quarto. O dia já estava lindamanhecido. Aparentemente Khaler havia saído mais cedo de casa.
Provavelmente teria ido comprar uma escova nova para pentear seu cabelo verde, que era bastante verde e incomum. Sua bolsochila ainda estava no quarto. Pobre Khaler, devia anotar tudo o que precisa para sair de casa. Havia esquecido até mesmo o celular e a chave. Provavelmente teria que voltar para pegá-los antes de poder aproveitar as maravilhas que uma vida de universitária do proletariado pode te dar em uma bela manhã.