Khaler voltava para casa depois de um dia cansativo, como todos os outros. Estava sentada à janela do ônibus divagando sobre a vida, o universo e tudo mais quando percebeu algo curioso.
Na janela havia uma joaninha, assim como havia uma joaninha na janela. Havia algum tempo desde que Khaler vira um animal que não fosse asqueroso, inconveniente ou carente.
Começou a observar a joaninha. Tudo no mundo exceto aquela joaninha parecia tão desinteressante naquele momento. “Que mundo desinteressante!”, pensou Khaler observando a joaninha.
A joaninha ficou parada ali por um bom tempo. Enquanto isso Khaler refletiu sobre a natureza daquele inseto. Divagou sobre a insignificância-fragrância(bastante adocicada)-ambulância(passando apressada)-arborescência-(em falta)-agência(bancária)-assistência(técnica especializada) da joaninha perante outros animais.
Também pensou sobre sua grandiosidade-cidade-eletricidade(essencial)-diversidade(cultural)-melhor idade(“Quanta disposição!”)-nebulosidade(talvez fosse chover) da joaninha perante a seres ainda menores.
Khaler estava imersa em seus pensamentos pensativos quando teve que repentinamente voltar para o mundo real pois percebeu a que ponto chegou: o de sua casa. Então levantou rapidamente e correu para as colinas (ou talvez para a porta de saída do ônibus) antes que a porta fechasse, já que computadores não eram tão compreensivos e gentis quanto seres humanos.
Khaler desceu do ônibus e foi para casa imersa em sentimentos desinteressantes novamente esquecendo completamente da diversão que a joaninha lhe proporcionou.